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7 de fevereiro de 2009

68-69 Queensgate London SW7 5JT

London, 5 de Fevereiro de 2009.
Qual iniciativa, qual sonho, qual ideia, qual Objectiv@, qual... qualquer que tenha sido o propósito... chegamos!
Na realidade, enquanto alguns tentam minimizar e usar o “complicómetro”, há alguém que ousa o impossível e, como por artes mágicas, tal desejo torna-se tangível.
No âmbito do Curso EFA NS TA (2007-2009) realizado no Forpescas/FOR-MAR, o grupo decidiu desejar o impossível, o improvável, a novidade...
A mim, enquanto (ir)responsável por este grupo, só me restou uma opção -dizer sim (ainda não aprendi a dizer NÃO! E desta vez ainda bem!). Mas mais do que dizer que sim, tal tarefa tornou-se, para mim, mais um objectivo a atingir no Curso com o grupo. Como se para mim viajar não fosse em si mesmo um objectivo (de vida!)
Bom ... a ideia surgiu e com o tempo foi ganhando corpo e firmeza. Projecto abraçado, não por todos (cujo facto lamento) mas, com a dedicação de muitos revelou-se sério, capaz e com sentido!

5 Fev’09…

Cá estamos em Londres, um grupo de 13 pessoas com boa disposição, alegria e uma boa dose de loucura (enfrentar as agruras do tempo com temperaturas negativas, naquele que se revela ser o Inverno mais rigoroso das últimas décadas).
Durante o voo ocorreu-me uma daquelas idiotices do costume e disse: “Este é um grupo 100%. Segundo as leis mais básicas da Matemática estamos 55% dos formadores e 45% dos formandos, ou seja … 100%”. É obvio que nas conversas de todos são lembrados todos aqueles que, por uma ou outra razão não estiveram connosco. De forma diferente, também contribuíram para este projecto … também são parte do grupo.
Voltando à viagem … o denominador comum é o frio! Temperaturas que rondam os zero graus e com uma sensação de frio na ordem dos dez graus negativos, lá iniciámos o plano/roteiro traçado.
Assim, depois da instalação no Hotel seleccionado - “Eden Plaza Hotel” em Kensington, a manhã seguinte deu início à nossa jornada.

6 Fev ‘09
Começamos por experimentar as sensações do Metro de Londres “… Mind a Gap”, que nos conduziu até ao primeiro ponto de paragem – Buckingham Palace. Depois de umas snapshots aos aposentos reais, ricamente decorados pela neve nos jardins, lá percorremos esse espaço sempre com o ranger de dentes, não por temor à majestade, mas pelo frio que nos acompanhava.


O nosso périplo lá continuou pelo St. James’s Park cujas águas lacustres eram espessas, geladas e onde os patos não nadavam, mas andavam em passos desconfiados…


Passagem breve pelos Horseguards, onde podemos assistir ao render, seguindo de imediato por Downning Street, cujas obras perduram no tempo (já existiam em Agosto de 2008 quando visitei pela última vez) e cujo zelo pela segurança parece ser cada vez mais apertado, factos que impossibilitam o desfrute dessa emblemática residência do número 10. Seguimos sem perder tempo para a Abadia de Westminster, Parliament e Big Ben. Nesse momento – 12 horas em ponto, sentimos o pulsar do mais famoso e pontual relógio do mundo. O frio ainda nos acompanhava … e a chuva … e a neve!


Com coragem e com o conforto da refeição, lá desafiamos a gravidade e ousamos ver Londres do céu. O Londons Eye, novo ex-libris da capital do Reino Unido, foi o passo seguinte. Poucos foram os corajosos a desafiar as alturas mas, certamente que a experiência valeu a pena … não foi Susana? (tremeu um pouco mas nada de grave). As vistas da névoa e da neve (pouca) que insistia em cair fizeram alargar horizontes e permitiram ter uma panorâmica de grande parte do espaço urbano londrino.


Outra landmark da cidade foi o destino seguinte – London Bridge. Admirável, pela originalidade e imponência, unifica duas partes bem distintas. A nossa visita fez-se de saltos na história e deixando este emblemático ícone, retrocedemos na linha do tempo até à Tower of London. Aí o misticismo assume ainda mais enfoque e toda uma imagética nos ocorre.


Dando um novo salto temporal, bem mais para o presente futurista nos deparamos com a zona de Piccadilly Circus. Toda a simbologia da imagem comanda e dá riqueza àquela área “neonnizada”, fruto da cultura liberal do capitalismo. Local ideal para as compras (a preço reduzido, pois também por aqui as agruras da economia se fazem sentir … quem diria!), lá percorremos algumas artérias até desembocar na Tragfalgar Square, junto à National Gallery. Agora sim … a neve aparecia mais amiúde e o frio era cortante…
A noite caía e o regresso para uma refeição reconfortante era o desejo, não antes sem experimentarmos o undergroud como ainda não o tínhamos sentido – hora de ponta!! “(Re)Mind a Gap”.

Depois da degustação e dos efeitos do calor da refeição, as forças saíram reforçadas e a noite de descanso (!!!!????!!!!) foi possível.

7 Fev ‘09
No dia seguinte, prontos para mais uma jornada lá recomeçamos …
O frio continuava …
Pela manhã bem cedinho e seguindo o plano “Dettol”, dirigimo-nos a Nothing Hill, mais concretamente até “Portobello Market”. Este local, único, místico, curioso, frenético … tinha um ritmo agitado. Depois de alertados, pela polícia, para a existência de “Pickpockets” (“remexedores de bolsos”), lá fomos acotovelando este e aquele em busca de observar as “esquisitices” passíveis de serem adquiridas. Tudo o que é possível de imaginar … está lá!!! Outra característica deste lugar é a excentricidade, uma paranóia colectiva, um cocktail de loucuras, que transborda e se vê nas características das casas, das pessoas, do ambiente.
Quando olhamos para o relógio, era já hora de saciar o bichinho da alimentação. Mais uma vez e com recurso fácil à “fast-food” lá “enchemos o papo”.
O plano continuava, agora numa fase de ajustes e reajustes até à definição do ponto seguinte - British Museum. Este local foi uma surpresa assinalável. Parte um - era grátis; parte dois era a aula de história Mundial que nos custou a apreender nos tempos de estudante. Quanto a ponto um, podemos dizer que é uma lição; quanto ao ponto dois, podemos dizer que é uma aula com recurso a diferentes recursos (passe a repetição), pleonasmado sim de exemplos, marcas, sinais, momentos, vestígios, tudo alinhado numa continuidade temporal. Neste percurso mais ou menos (des)alinhado lá percorremos diversas civilizações, diversas geografias temporais. Uma tarde não é suficiente, mas as pernas já se queixavam … pedindo que entrássemos na “civilização do Spa”.


Mas … apesar das queixas físicas o percurso diário não acabou e a cereja em cima do bolo foi o Hyde Park. Podendo agora desfrutar de toda a frieza climática, mais intensa do que a do famoso “Jack – o estripador” e relaxando ao sabor dessa brisa tínhamos um objectivo – encontrar uma “cache” na imensidão do parque (o Geocaching do Engenheiro sempre presente!). A noite caía e os resultados tardavam em aparecer, mas perante a desilusão, havia alguém que se divertia – era ver o Domingos e o Rui numa luta de bolas de neve … o que os putos se divertiam! Depois de tanta insistência lá … desistimos. Desta vez (e pareceu-me ser a única) uma cache ficou por encontrar. O Miguel fez beicinho, mas lá o animámos com o calor do grupo, no caminho para os nossos aposentos.


Seguiu-se uma hora de relaxamento nos quartos para se seguir a hora da refeição mais desejada. Após o jantar, os resistentes (todos excepto os mete-nojo António e Joana) lá foram conviver com os beefs até um bar da zona. O que lá se passou, apenas no dia seguinte o soube … e adormeci!
Mas tive que acordar pois fui invadido por grande parte do grupo para uma espécie de “Tertúlia sobre assuntos mundanos”. Nem sei quantos eram a entrar pelo quarto dentro… mas entre os entraram e saíram, lá ficaram quatro. A conversa durou … durou e os assuntos (importantes) vão ficar em segredo (cada um que faça o melhor uso deles…!). Foi uma troca de experiências interessante, uma excelente sessão de cidadania. Passadas algumas horas … o pessoal ia aterrando … até à manhã seguinte!

8 de Fev. – Dia do Regresso
Numa espécie de sondagem à boca das urnas, cerca de 95% do grupo era da opinião que a viagem deveria continuar mais um ou dois dias. Bom sinal!
Esta manhã, ainda livre, serviu para cada um explorar as vistas/visitas que iam de encontro à sua vontade individual. Assim, enquanto uns preferiram um passeio a pelas ruas da cidade, outros continuaram a exploração cultural (Mme Tussaud’s, Museu de História Natural, Imperial War Museum, …).
O Big Ben … cruel … assinalava as 14 horas – hora de reunir as tropas e preparar o regresso. A vontade de voltar era muito reduzida, mas nada havia a fazer … só nos restava regressar à vida real!
Lá apanhamos o transfer em direcção ao aeroporto, gozando nesse trajecto das últimas vistas (Piccadilly, Chinatown, …).


A viagem de avião e … aterramos no nosso ponto de origem e … pronto … despedimo-nos…
Esta viagem vai ficar gravada na memória de todos, mas nem que fosse apenas na memória de um, já tinha valido a pena. Ficará marcada em cada um de forma diferente, pois também todos nós somos diferentes… mas apesar das nossas diferenças … ousamos em comum sonhar e conseguimos realizar um projecto comum.
Realizar.
Digo eu …
Até sempre …

6 de agosto de 2008

PORTO- Património Mundial

Aqui ficam alguns momentos da visita de estudo realizada. Correspondeu as Expectativas? Comentem formandos & formadores...


Urbanismo e Mobilidade - Porto

VISITA DE ESTUDO - Porto -Património Mundial

PERCURSO
1-Rua do Cabo Simão (V.N. Gaia) – Nesta subida íngreme que se estende desde a cota baixa do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís até ao mosteiro da Serra do Pilar, consegue-se “espreitar” o Porto, através de uma perspectiva muito pouco habitual e conhecida; Momento ideal para tirar umas fotos originais e pouco vistas.

2-Mosteiro da Serra do Pilar (V.N. Gaia) – do terraço deste imponente edifício conseguimos ter uma primeira visão de conjunto de todo o espaço urbano a visitar, bem como identificar “espaços urbanos diferenciados” nesse mesmo percurso. Aproveita-se o momento para “desenhar” o percurso a efectuar.

3-Ponte D. Luís I (tabuleiro superior)- Fonte de inú meras especulações que se prendiam com questões de segurança, este eixo viário assumiu-se com a principal ligação do Norte do País à sua capital. Foi o primeiro marco de verdadeira mobilidade que permitiu “desencravar” o norte do país. Para além disso desencadeou inúmeras mudanças urbanas na margem esquerda do Douro, transformada hoje, numa das mais importantes cidades do país- V.N. de Gaia. Dominada por morfologia urbana desorganizada, atestando um crescimento rápido e espontâneo, foi sofrendo iniciativas de requalificação o que se traduz, hoje, não como um eixo viário vital, mas sim como uma espécie de “boulevard” com primazia à vivência com qualidade de vida- Avenida da República. O Metro, que hoje existe transformou-se no “foco” em torno do qual diversas novas centralidades se desenvolveram (Paços do Concelho; Solar de V. N. Gaia, Galerias de arte, espaços comerciais, …).
Percorrendo a pé a Ponte D.Luís, a cidade vista de cima ganha outros contornos e a sua organização é mais clara … ou não! Oscilando a cabeça entre as duas margens rapidamente constatamos que muito mais é o que as une, do que aquilo que as separa, apesar dos contrastes evidentes a nível da morfologia urbana.
Porto/V.N. Gaia ou cidade PortoGaia?

4-Terreiro da Sé Catedral do Porto – Chegados da outra margem é possível contornar um outro símbolo da cidade. A sua Sé Catedral, mais do que pelo culto, apresenta-se como móbil simbólico e (re) definidor das origens urbanas do Porto. A sua localização mostra-nos o verdadeiro domínio do clero sobre o espaço urbano. A “altitude” como sinónimo de imponência, supremacia e verdadeiro domínio sobre todas as dinâmicas estabelecidas no burgo. Eis o CBD (Central Business District) de outros tempos! Este local no cimo do morro tornou-se o vértice de uma espécie de “favelização legal” que se edificou, não morro acima, mas morro abaixo.
Actualmente a freguesia da Sé aparece associada a conceitos de degradação (espacial, social, …), mas foi sendo pontuada por medidas que não foram mais do que tentativas (algumas conseguidas!) de requalificação.

5-“Ruelas” do Bairro da SÉ- começando a descida encontramos história em cada recanto. Vielas sinuosas de traçado irregular reflectem as épocas do seu crescimento. Ruas tortuosas, becos sem saída, piso irregular, emparedado por granito (grupo rochoso de características geológicas ímpares – Granito do Porto), restos de muralhas que delimitaram o burgo em diferentes épocas, um sem número de características urbanas únicas que conferem a este espaço singularidade notável. Este “mix urbano” (fruto da história) faz-nos viajar quer no tempo, mas sobretudo no espaço.
Se a sua originalidade rapidamente se constata, o que também nos alta aos olhos é a degradação deste mesmo espaço, pontuado aqui e ali por intervenções que procuram, mais do que requalificar este espaço,

6- Ribeira – Com o crescimento do burgo e com a sua expansão comercial deixamos o “espaço encosta” ou morro e vivenciamos agora a verdadeira relação da cidade com o rio. Todo este espaço que se estende por Miragaia, reflecte a importância da relação dos portuenses a cidade comercial. Hoje, espaço de inúmeras requalificações (pontuais) surge um espaço desestruturado, reflectindo, talvez, a inexistência de um Masterplan para toda esta zona. Inúmeros pontos de interesse se podem encontrar em toda esta franja que abraça o rio (Casa do Infante, Praça da Ribeira, Rua da Font ‘Aurina, …).


7- Pilares da Ponte Pênsil e Ponte D. Luís I- Travessia do Douro, inicialmente feita pela ponte suspensa (Ponte Pênsil), foi posteriormente substituída pela Ponte D. Luís I.
Passamos de uma ligação frágil à outra margem a uma dupla ligação futurista e arrojada que redesenhou toda a envolvente, de ambas as margens.

8- Ribeira de Vila Nova de Gaia – Voltamos ao ponto de partida, mas agora com outros olhos. Nesta margem nota-se uma política urbana bem diferenciada, cuidada, moderna e arrojada. Local de ‘movida’ por excelência tornou-se referência de todo o Norte do País. Articulação perfeita (?) entre o antigo e moderno, teve pelo menos o mérito de ser um local atractivo e com vida, durante todos os dias, todas as horas …
O turismo representa a âncora de todo este espaço, mas um turismo acessível a todos, não elitista, mas pluricultural, para ser vivenciado e desfrutado!

9- Cais de Gaia – A jóia de modernidade, a atractividade por excelência. Vencedor em 2006 do melhor empreendimento da categoria de Turismo, este espaço (verdadeira requalificação urbana!?!) atrai e fixa hoje mais visitantes que a “rival” margem oposta. Uma aposta diferente, séria e com uma variedade apetecível consegue mobilizar vivências diversas.

10- Caves do Vinho do Porto (Calém) – A peça que faltava para completar o puzzle. Todas as peças neste espaço parecem encaixar, parecem ter lógica e jogam entre si tendo vida própria e fazendo movimentar outras.

FIM

Temas para reflexão:
· Modelo Urbano Sustentável;
· Soluções urbanas sustentáveis;
· Evolução histórica e urbanismo- (im)compatibilidade(s)?
· Património – móbil para o desenvolvimento?
· Urbanismo/Mobilidade vs Estética Urbana;
· Estética Urbana vs funcionalidade urbana;

ANTÓNIO PINTO, Julho 2008

17 de junho de 2008

A redacção do Jornal de Notícias

Depois da visita de estudo que realizámos ao Museu Nacional da Empresa, avançámos no tempo, dos processos de impressão mais antigos até àqueles que dominam nos dias de hoje. Fomos visitar a redacção do Jornal de Notícias no Porto. A deslocação fez-se de metro e a visita não demorou mais do que hora e meia, orientada pela responsável que foi explicando, aos poucos, o que acontecia naquele espaço. Para quem esperava ver de perto a azáfama e o stress dos jornalistas, grande desilusão: ainda era cedo e na redacção tudo estava muito calmo (e vazio).
Foi no entanto possível perceber alguns mecanismos do mundo da imprensa e descodificar, de forma generalista, os processos e organização do trabalho numa publicação com a dimensão do JN.
O balanço da visita foi positivo, apesar de não ter de correspondido à imagem que muitos faziam da redacção de um jornal.
Aqui fica um registo dos meninos e meninas já no rescaldo da visita:

24 de fevereiro de 2008

Um dia diferente no EFA-NS

No passado dia 20 de Fevereiro, da parte da manhã, o grupo EFA deslocou-se ao Museu Nacional da Imprensa, perto do Palácio do Freixo, para conhecer a evolução dos processos de impressão desde Gutenberg até aos dias de hoje. Este será um tema posteriomente trabalhado no âmbito do núcleo gerador "Saberes Fundamentais" da área de Cultura, Língua e Comunicação.

No museu o grupo foi bem acolhido e prontamente encantou a nossa bem-disposta guia que nem nos queria deixar vir embora tal era a empatia e o interesse de parte a parte. Tivemos ainda a oportunidade de fazer umas impressões com aquelas máquinas antigas. E aí é que foi o entusiasmo! Queriam todos experimentar, queriam todos uma recordação do museu para o "portfolio":) ou para oferecer ao seu-mais-que-tudo: o que estávamos a imprimir eram imagens ou pemas alusivos ao recente dia dos namorados.



Ainda pudemos dar um pulo ao PortoCartoon no piso de baixo que tinha uma excelente compilação de todos os trabalhos vencedores do Porto Cartoon ao longo dos anos, mas foi só um cheirinho, porque já não havia muito mais tempo. Ficou em todos o desejo de voltar e ver com mais calma.


De tarde, depois de um almoço em ambiente descontraído, fomos ao cinema ver o filme Expiação, baseado no romance do inglês Ian McEwan. Durante o filme houve quem tenha chorado,
quem tenha rido muito e até, imagine-se... quem tenha adormecido momentaneamente.

Mais impresões e comentários serão publicados em breve.






Alguns momentos: