12 de março de 2009

EFA NS TA (2007...2009) ... FIM!

12 de Março de 2009 ...
... mais dia ... igual a tantos outros ... ou não!
Hoje, os sentimentos que me invadem são numerosos e contraditórios! A única palavra que me ocorre é ... alívio! Porquê? Por ter virado mais uma página, por ter conduzido o barco a bom porto. Por ter "aligeirado" a carga sobre os meus ombros, por ter, também eu, dado início a uma nova fase de vida ... pessoal e profissional.
A todos que, durante o longo percurso de ano e meio, fizeram parte da minha vida, o meu OBRIGADO! A todos, e de forma individual, os saúdo, parabenizo, e faço votos de muito sucesso.
A todos, de forma individual, que me ensinaram algo de novo. O quê? Ensinaram-me que ...
"o somatório de todas as partes é sem dúvida maior ... muito maior, que o todo no conjunto"
Até sempre ... digo eu!

7 de fevereiro de 2009

68-69 Queensgate London SW7 5JT

London, 5 de Fevereiro de 2009.
Qual iniciativa, qual sonho, qual ideia, qual Objectiv@, qual... qualquer que tenha sido o propósito... chegamos!
Na realidade, enquanto alguns tentam minimizar e usar o “complicómetro”, há alguém que ousa o impossível e, como por artes mágicas, tal desejo torna-se tangível.
No âmbito do Curso EFA NS TA (2007-2009) realizado no Forpescas/FOR-MAR, o grupo decidiu desejar o impossível, o improvável, a novidade...
A mim, enquanto (ir)responsável por este grupo, só me restou uma opção -dizer sim (ainda não aprendi a dizer NÃO! E desta vez ainda bem!). Mas mais do que dizer que sim, tal tarefa tornou-se, para mim, mais um objectivo a atingir no Curso com o grupo. Como se para mim viajar não fosse em si mesmo um objectivo (de vida!)
Bom ... a ideia surgiu e com o tempo foi ganhando corpo e firmeza. Projecto abraçado, não por todos (cujo facto lamento) mas, com a dedicação de muitos revelou-se sério, capaz e com sentido!

5 Fev’09…

Cá estamos em Londres, um grupo de 13 pessoas com boa disposição, alegria e uma boa dose de loucura (enfrentar as agruras do tempo com temperaturas negativas, naquele que se revela ser o Inverno mais rigoroso das últimas décadas).
Durante o voo ocorreu-me uma daquelas idiotices do costume e disse: “Este é um grupo 100%. Segundo as leis mais básicas da Matemática estamos 55% dos formadores e 45% dos formandos, ou seja … 100%”. É obvio que nas conversas de todos são lembrados todos aqueles que, por uma ou outra razão não estiveram connosco. De forma diferente, também contribuíram para este projecto … também são parte do grupo.
Voltando à viagem … o denominador comum é o frio! Temperaturas que rondam os zero graus e com uma sensação de frio na ordem dos dez graus negativos, lá iniciámos o plano/roteiro traçado.
Assim, depois da instalação no Hotel seleccionado - “Eden Plaza Hotel” em Kensington, a manhã seguinte deu início à nossa jornada.

6 Fev ‘09
Começamos por experimentar as sensações do Metro de Londres “… Mind a Gap”, que nos conduziu até ao primeiro ponto de paragem – Buckingham Palace. Depois de umas snapshots aos aposentos reais, ricamente decorados pela neve nos jardins, lá percorremos esse espaço sempre com o ranger de dentes, não por temor à majestade, mas pelo frio que nos acompanhava.


O nosso périplo lá continuou pelo St. James’s Park cujas águas lacustres eram espessas, geladas e onde os patos não nadavam, mas andavam em passos desconfiados…


Passagem breve pelos Horseguards, onde podemos assistir ao render, seguindo de imediato por Downning Street, cujas obras perduram no tempo (já existiam em Agosto de 2008 quando visitei pela última vez) e cujo zelo pela segurança parece ser cada vez mais apertado, factos que impossibilitam o desfrute dessa emblemática residência do número 10. Seguimos sem perder tempo para a Abadia de Westminster, Parliament e Big Ben. Nesse momento – 12 horas em ponto, sentimos o pulsar do mais famoso e pontual relógio do mundo. O frio ainda nos acompanhava … e a chuva … e a neve!


Com coragem e com o conforto da refeição, lá desafiamos a gravidade e ousamos ver Londres do céu. O Londons Eye, novo ex-libris da capital do Reino Unido, foi o passo seguinte. Poucos foram os corajosos a desafiar as alturas mas, certamente que a experiência valeu a pena … não foi Susana? (tremeu um pouco mas nada de grave). As vistas da névoa e da neve (pouca) que insistia em cair fizeram alargar horizontes e permitiram ter uma panorâmica de grande parte do espaço urbano londrino.


Outra landmark da cidade foi o destino seguinte – London Bridge. Admirável, pela originalidade e imponência, unifica duas partes bem distintas. A nossa visita fez-se de saltos na história e deixando este emblemático ícone, retrocedemos na linha do tempo até à Tower of London. Aí o misticismo assume ainda mais enfoque e toda uma imagética nos ocorre.


Dando um novo salto temporal, bem mais para o presente futurista nos deparamos com a zona de Piccadilly Circus. Toda a simbologia da imagem comanda e dá riqueza àquela área “neonnizada”, fruto da cultura liberal do capitalismo. Local ideal para as compras (a preço reduzido, pois também por aqui as agruras da economia se fazem sentir … quem diria!), lá percorremos algumas artérias até desembocar na Tragfalgar Square, junto à National Gallery. Agora sim … a neve aparecia mais amiúde e o frio era cortante…
A noite caía e o regresso para uma refeição reconfortante era o desejo, não antes sem experimentarmos o undergroud como ainda não o tínhamos sentido – hora de ponta!! “(Re)Mind a Gap”.

Depois da degustação e dos efeitos do calor da refeição, as forças saíram reforçadas e a noite de descanso (!!!!????!!!!) foi possível.

7 Fev ‘09
No dia seguinte, prontos para mais uma jornada lá recomeçamos …
O frio continuava …
Pela manhã bem cedinho e seguindo o plano “Dettol”, dirigimo-nos a Nothing Hill, mais concretamente até “Portobello Market”. Este local, único, místico, curioso, frenético … tinha um ritmo agitado. Depois de alertados, pela polícia, para a existência de “Pickpockets” (“remexedores de bolsos”), lá fomos acotovelando este e aquele em busca de observar as “esquisitices” passíveis de serem adquiridas. Tudo o que é possível de imaginar … está lá!!! Outra característica deste lugar é a excentricidade, uma paranóia colectiva, um cocktail de loucuras, que transborda e se vê nas características das casas, das pessoas, do ambiente.
Quando olhamos para o relógio, era já hora de saciar o bichinho da alimentação. Mais uma vez e com recurso fácil à “fast-food” lá “enchemos o papo”.
O plano continuava, agora numa fase de ajustes e reajustes até à definição do ponto seguinte - British Museum. Este local foi uma surpresa assinalável. Parte um - era grátis; parte dois era a aula de história Mundial que nos custou a apreender nos tempos de estudante. Quanto a ponto um, podemos dizer que é uma lição; quanto ao ponto dois, podemos dizer que é uma aula com recurso a diferentes recursos (passe a repetição), pleonasmado sim de exemplos, marcas, sinais, momentos, vestígios, tudo alinhado numa continuidade temporal. Neste percurso mais ou menos (des)alinhado lá percorremos diversas civilizações, diversas geografias temporais. Uma tarde não é suficiente, mas as pernas já se queixavam … pedindo que entrássemos na “civilização do Spa”.


Mas … apesar das queixas físicas o percurso diário não acabou e a cereja em cima do bolo foi o Hyde Park. Podendo agora desfrutar de toda a frieza climática, mais intensa do que a do famoso “Jack – o estripador” e relaxando ao sabor dessa brisa tínhamos um objectivo – encontrar uma “cache” na imensidão do parque (o Geocaching do Engenheiro sempre presente!). A noite caía e os resultados tardavam em aparecer, mas perante a desilusão, havia alguém que se divertia – era ver o Domingos e o Rui numa luta de bolas de neve … o que os putos se divertiam! Depois de tanta insistência lá … desistimos. Desta vez (e pareceu-me ser a única) uma cache ficou por encontrar. O Miguel fez beicinho, mas lá o animámos com o calor do grupo, no caminho para os nossos aposentos.


Seguiu-se uma hora de relaxamento nos quartos para se seguir a hora da refeição mais desejada. Após o jantar, os resistentes (todos excepto os mete-nojo António e Joana) lá foram conviver com os beefs até um bar da zona. O que lá se passou, apenas no dia seguinte o soube … e adormeci!
Mas tive que acordar pois fui invadido por grande parte do grupo para uma espécie de “Tertúlia sobre assuntos mundanos”. Nem sei quantos eram a entrar pelo quarto dentro… mas entre os entraram e saíram, lá ficaram quatro. A conversa durou … durou e os assuntos (importantes) vão ficar em segredo (cada um que faça o melhor uso deles…!). Foi uma troca de experiências interessante, uma excelente sessão de cidadania. Passadas algumas horas … o pessoal ia aterrando … até à manhã seguinte!

8 de Fev. – Dia do Regresso
Numa espécie de sondagem à boca das urnas, cerca de 95% do grupo era da opinião que a viagem deveria continuar mais um ou dois dias. Bom sinal!
Esta manhã, ainda livre, serviu para cada um explorar as vistas/visitas que iam de encontro à sua vontade individual. Assim, enquanto uns preferiram um passeio a pelas ruas da cidade, outros continuaram a exploração cultural (Mme Tussaud’s, Museu de História Natural, Imperial War Museum, …).
O Big Ben … cruel … assinalava as 14 horas – hora de reunir as tropas e preparar o regresso. A vontade de voltar era muito reduzida, mas nada havia a fazer … só nos restava regressar à vida real!
Lá apanhamos o transfer em direcção ao aeroporto, gozando nesse trajecto das últimas vistas (Piccadilly, Chinatown, …).


A viagem de avião e … aterramos no nosso ponto de origem e … pronto … despedimo-nos…
Esta viagem vai ficar gravada na memória de todos, mas nem que fosse apenas na memória de um, já tinha valido a pena. Ficará marcada em cada um de forma diferente, pois também todos nós somos diferentes… mas apesar das nossas diferenças … ousamos em comum sonhar e conseguimos realizar um projecto comum.
Realizar.
Digo eu …
Até sempre …

22 de janeiro de 2009

Everybody's Free to Wear Sunscreen



Não sei se conhecem a música, mas eu gosto particularmente da letra, que é alegadamente um discurso aos finalistas de um qualquer curso americano. As legendas do vídeo não estão grande coisa, prefiro a minha própria tradução que está aqui mesmo a seguir...

***

Senhoras e Senhores do curso de 97... usem protector solar.

Se pudesse dar-vos apenas um conselho para o futuro, seria: protector solar. Os benefícios a longo prazo da utilização de protector solar já foram provados pelos cientistas; enquanto que o resto do meu conselho não tem outra base de sustentação que não seja a minha errática experiência.

Agora vou dar-vos um conselho.

Desfrutem do poder e da beleza da vossa juventude. Oh, esqueçam. Nunca compreenderão o poder e a beleza da vossa juventude até darem conta que se desvaneceu... Mas podem confiar em mim, daqui a 20 anos olharão para as vossa próprias fotografias e recordarão, de uma maneira que agora não conseguem captar, quantas possibilidades tinham então à vossa frente e quão fabulosos realmente pareciam.

Ninguém é tão gordo como imagina.

Não se preocupem com o futuro; ou antes, preocupem-se, mas saibam que essa preocupação será tão eficaz como tentar resolver uma equação algébrica mastigando pastilha elástica. É provável que os verdadeiros problemas da vida venham a ser coisas que nunca vos passaram pela cabeça: do tipo de vos apanhar desprevenido às 4 da tarde numa terça-feira de folga.

Façam diariamente uma coisa que vos assuste.
Cantem.

Não sejam descuidados com os corações dos outros, não tolerem pessoas que o sejam com o vosso.

Usem fio dental.

Não gastem tempo com o ciúme; algumas vezes estamos na frente, outras vezes fomos deixados para trás. A corrida é longa, e, no final, é apenas convosco próprios.

Lembrem-se dos elogios recebidos, esqueçam os insultos; se conseguirem fazer isto, digam-me como.

Guardem as velhas cartas de amor, atirem fora os velhos extractos bancários.
Estiquem-se.

Não se sintam culpados se não souberem o que fazer da vossa vida. As pessoas mais interessantes que conheço não sabiam o que fazer das suas vidas aos 22, alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não o sabem.

Ingiram cálcio em abundância.

Sejam gentis com os vossos joelhos, irão ter saudades deles quando se forem. Talvez se venham a casar, ou talvez não, talvez venham a ter filhos, ou talvez não, talvez se divorciem aos 40, ou talvez dancem a "funky chicken" no 75º aniversário de casamento. Seja o que for que fizerem, não se congratulem demais, nem se censurem demais também. As vossas escolhas são metade sorte, como as de toda a gente. Gozem o vosso corpo, usem-no de todas as maneiras que puderem. Não tenham medo disso, nem do que as outras pessoas pensam disso, é o melhor instrumento que alguma vez terão.
Dancem.

Mesmo que não tenham outro sítio para o fazer que a vossa própria sala de estar.

Leiam os sinais, mesmo que os não sigam.

NÃO leiam revistas de beleza, apenas vos vão fazer sentir feios.

Conheçam os vossos pais, nunca sabemos quando partirão de vez.

Sejam gentis com os vossos irmãos; são a melhor ligação para o vosso passado e aqueles que provavelmente vão ficar convosco no futuro. Percebam que os amigos chegam e partem, excepto os poucos e preciosos que devemos manter. Trabalhem duramente para reduzir as distâncias geográficas e de estilo de vida porque, quanto mais velhos ficarem, mais precisarão das pessoas que conheceram quando eram novos.

Vivam em Nova Iorque pelo menos uma vez na vida, mas deixem-na antes que vos endureça; vivam na Califórnia do Norte pelo menos uma vez na vida, mas deixem-na antes que vos amoleça.
Viajem.

Aceitem certas verdades inalienáveis: os preços irão subir, os políticos terão casos extra conjugais, vocês também envelhecerão e, quando isso acontecer, terão a fantasia de que quando eram novos os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e a crianças respeitavam os mais velhos.

Respeitem os vossos mais velhos.

Não esperem que mais alguém vos sustente. Talvez tenham um fundo de poupança, talvez tenham uma esposa rica; mas nunca poderão saber quando cada um se vai esgotar.

Não mexam muito no vosso cabelo, ou quando tiverem 40 parecerá que têm 85.

Tenham cuidado com quem vos aconselha, mas sejam pacientes com aqueles que o fazem. Os conselhos são uma forma de nostalgia, e dar conselhos é uma forma de pescar o passado daquilo que foi eliminado, limpando-o, pintando as partes feias e reciclando-o em mais daquilo que vale.

Mas confiem em mim quanto ao protector solar.

***

O texto foi retirado de uma coluna de May Schmich, que a escreveu para o Chicago Tribune, tendo chamado a atenção de Baz Luhrman através da internet. Baz Luhrman, o realizador de "Romeo e Julieta" and "Strictly Ballroom", fez os arranjos do texto e da música em conjunto com o actor Lee Perry (vocais).

Amor à vida

Este podcast foi realizado por Andreia Martins no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Astrologia

Este podcast foi realizado por Carla Lourenço e Madalena Ferreira no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Circo

Este podcast foi realizado por Susana Gomes e Teresa Glória no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Brincadeiras de infância

Este podcast foi realizado por Carla Pinto e Paula Lima no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Viver sem tecnologia

Este podcast foi realizado por Cidália Leite, Patrícia Loureiro e Sandra Rocha no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Tecnologias

Este podcast foi realizado por Sandra Marques, Helena Botelho e Cândida Pereira no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

Informar ou intoxicar?

Este podcast foi realizado por Domingos Sousa no âmbito da unidade STC UC5 - Redes de Informação e Comunicação.

8 de dezembro de 2008

Uma banda sonora para o nosso curso

Estas foram algumas das músicas que nos foram acompanhando ao longo do curso, numa tentativa de construir um fundo musical que recorde estes meses passados juntos. Como se utilizou o Deezer para construir a playlist, não foi possível aproveitar todas as sugestões enviadas por não estarem disponíveis, particularmente no que se refere à música portuguesa.

A playlist EFA NS continua aberta a sugestões de outras músicas que nos tenham acompanhado desde o início do curso até ao presente...



26 de novembro de 2008

Um ano de Vida...

O Curso EFA NS Técnico Administrativo está de parabéns!!!

Esta aventura teve início há um ano atrás e fez-se de inúmeras experiências.

Nesse percurso encontramos muitos obstáculos, algumas dificuldades mas, pé ante pé, conseguimos traçar um caminho que nos orgulha.

Fomos caminhando até onde conseguimos ... e lá chegados ... demos mais outro passo e ... outro ... outro ...

Hoje, 365 dias depois, olhando para esse percurso, concluo que entre alguns momentos "amargos", conseguimos um percurso muito "doce"!

Por falar em doce ... olhem para o nosso bolo de aniversário. Foi todo "devorado" por toda uma equipa esfomeada (formandos e formadores)... até o Rui veio lá do deserto (está a fazer os cálculos para o novo aeroporto ... jamais).


Parabéns a todos.

Tem sido um enorme prazer trabalhar com todos vocês!

Um agradecimento sincero do vosso mediador!

António Pinto

19 de setembro de 2008

Comunidades Virtuais

«No Second Life a festa dura toda a noite e o comércio é real. O seu mundo é a sua imaginação… O que o Second Life tem de especial é que lá é tudo feito pelos próprios utilizadores, pelo que as novas oportunidades estão sempre a ser criadas»

Second Life – O que é?

Second Life – Por que é tão motivadora a criação de uma imagem/corpo (à nossa imagem ou não) a ponto de tornar o ambiente virtual mais estimulante?

Second Life – Estar lá para quê?

Second Life – Oportunidades virtuais ou reais?

Second Life – Plataforma de formação/educação?

Second Life – Perigos sociais/casos de polícia?

6 de agosto de 2008

PORTO- Património Mundial

Aqui ficam alguns momentos da visita de estudo realizada. Correspondeu as Expectativas? Comentem formandos & formadores...


Urbanismo e Mobilidade - Porto

VISITA DE ESTUDO - Porto -Património Mundial

PERCURSO
1-Rua do Cabo Simão (V.N. Gaia) – Nesta subida íngreme que se estende desde a cota baixa do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís até ao mosteiro da Serra do Pilar, consegue-se “espreitar” o Porto, através de uma perspectiva muito pouco habitual e conhecida; Momento ideal para tirar umas fotos originais e pouco vistas.

2-Mosteiro da Serra do Pilar (V.N. Gaia) – do terraço deste imponente edifício conseguimos ter uma primeira visão de conjunto de todo o espaço urbano a visitar, bem como identificar “espaços urbanos diferenciados” nesse mesmo percurso. Aproveita-se o momento para “desenhar” o percurso a efectuar.

3-Ponte D. Luís I (tabuleiro superior)- Fonte de inú meras especulações que se prendiam com questões de segurança, este eixo viário assumiu-se com a principal ligação do Norte do País à sua capital. Foi o primeiro marco de verdadeira mobilidade que permitiu “desencravar” o norte do país. Para além disso desencadeou inúmeras mudanças urbanas na margem esquerda do Douro, transformada hoje, numa das mais importantes cidades do país- V.N. de Gaia. Dominada por morfologia urbana desorganizada, atestando um crescimento rápido e espontâneo, foi sofrendo iniciativas de requalificação o que se traduz, hoje, não como um eixo viário vital, mas sim como uma espécie de “boulevard” com primazia à vivência com qualidade de vida- Avenida da República. O Metro, que hoje existe transformou-se no “foco” em torno do qual diversas novas centralidades se desenvolveram (Paços do Concelho; Solar de V. N. Gaia, Galerias de arte, espaços comerciais, …).
Percorrendo a pé a Ponte D.Luís, a cidade vista de cima ganha outros contornos e a sua organização é mais clara … ou não! Oscilando a cabeça entre as duas margens rapidamente constatamos que muito mais é o que as une, do que aquilo que as separa, apesar dos contrastes evidentes a nível da morfologia urbana.
Porto/V.N. Gaia ou cidade PortoGaia?

4-Terreiro da Sé Catedral do Porto – Chegados da outra margem é possível contornar um outro símbolo da cidade. A sua Sé Catedral, mais do que pelo culto, apresenta-se como móbil simbólico e (re) definidor das origens urbanas do Porto. A sua localização mostra-nos o verdadeiro domínio do clero sobre o espaço urbano. A “altitude” como sinónimo de imponência, supremacia e verdadeiro domínio sobre todas as dinâmicas estabelecidas no burgo. Eis o CBD (Central Business District) de outros tempos! Este local no cimo do morro tornou-se o vértice de uma espécie de “favelização legal” que se edificou, não morro acima, mas morro abaixo.
Actualmente a freguesia da Sé aparece associada a conceitos de degradação (espacial, social, …), mas foi sendo pontuada por medidas que não foram mais do que tentativas (algumas conseguidas!) de requalificação.

5-“Ruelas” do Bairro da SÉ- começando a descida encontramos história em cada recanto. Vielas sinuosas de traçado irregular reflectem as épocas do seu crescimento. Ruas tortuosas, becos sem saída, piso irregular, emparedado por granito (grupo rochoso de características geológicas ímpares – Granito do Porto), restos de muralhas que delimitaram o burgo em diferentes épocas, um sem número de características urbanas únicas que conferem a este espaço singularidade notável. Este “mix urbano” (fruto da história) faz-nos viajar quer no tempo, mas sobretudo no espaço.
Se a sua originalidade rapidamente se constata, o que também nos alta aos olhos é a degradação deste mesmo espaço, pontuado aqui e ali por intervenções que procuram, mais do que requalificar este espaço,

6- Ribeira – Com o crescimento do burgo e com a sua expansão comercial deixamos o “espaço encosta” ou morro e vivenciamos agora a verdadeira relação da cidade com o rio. Todo este espaço que se estende por Miragaia, reflecte a importância da relação dos portuenses a cidade comercial. Hoje, espaço de inúmeras requalificações (pontuais) surge um espaço desestruturado, reflectindo, talvez, a inexistência de um Masterplan para toda esta zona. Inúmeros pontos de interesse se podem encontrar em toda esta franja que abraça o rio (Casa do Infante, Praça da Ribeira, Rua da Font ‘Aurina, …).


7- Pilares da Ponte Pênsil e Ponte D. Luís I- Travessia do Douro, inicialmente feita pela ponte suspensa (Ponte Pênsil), foi posteriormente substituída pela Ponte D. Luís I.
Passamos de uma ligação frágil à outra margem a uma dupla ligação futurista e arrojada que redesenhou toda a envolvente, de ambas as margens.

8- Ribeira de Vila Nova de Gaia – Voltamos ao ponto de partida, mas agora com outros olhos. Nesta margem nota-se uma política urbana bem diferenciada, cuidada, moderna e arrojada. Local de ‘movida’ por excelência tornou-se referência de todo o Norte do País. Articulação perfeita (?) entre o antigo e moderno, teve pelo menos o mérito de ser um local atractivo e com vida, durante todos os dias, todas as horas …
O turismo representa a âncora de todo este espaço, mas um turismo acessível a todos, não elitista, mas pluricultural, para ser vivenciado e desfrutado!

9- Cais de Gaia – A jóia de modernidade, a atractividade por excelência. Vencedor em 2006 do melhor empreendimento da categoria de Turismo, este espaço (verdadeira requalificação urbana!?!) atrai e fixa hoje mais visitantes que a “rival” margem oposta. Uma aposta diferente, séria e com uma variedade apetecível consegue mobilizar vivências diversas.

10- Caves do Vinho do Porto (Calém) – A peça que faltava para completar o puzzle. Todas as peças neste espaço parecem encaixar, parecem ter lógica e jogam entre si tendo vida própria e fazendo movimentar outras.

FIM

Temas para reflexão:
· Modelo Urbano Sustentável;
· Soluções urbanas sustentáveis;
· Evolução histórica e urbanismo- (im)compatibilidade(s)?
· Património – móbil para o desenvolvimento?
· Urbanismo/Mobilidade vs Estética Urbana;
· Estética Urbana vs funcionalidade urbana;

ANTÓNIO PINTO, Julho 2008

17 de junho de 2008

A redacção do Jornal de Notícias

Depois da visita de estudo que realizámos ao Museu Nacional da Empresa, avançámos no tempo, dos processos de impressão mais antigos até àqueles que dominam nos dias de hoje. Fomos visitar a redacção do Jornal de Notícias no Porto. A deslocação fez-se de metro e a visita não demorou mais do que hora e meia, orientada pela responsável que foi explicando, aos poucos, o que acontecia naquele espaço. Para quem esperava ver de perto a azáfama e o stress dos jornalistas, grande desilusão: ainda era cedo e na redacção tudo estava muito calmo (e vazio).
Foi no entanto possível perceber alguns mecanismos do mundo da imprensa e descodificar, de forma generalista, os processos e organização do trabalho numa publicação com a dimensão do JN.
O balanço da visita foi positivo, apesar de não ter de correspondido à imagem que muitos faziam da redacção de um jornal.
Aqui fica um registo dos meninos e meninas já no rescaldo da visita:

6 de junho de 2008

Projecto - Modelos de Urbanismo e mobilidade

SITUAÇÃO (ÕES)/ Leitmotiv do Projecto

Foi decidido atribuir à área Metropolitana do Porto a organização de um dos seguintes eventos: Jogos Olímpicos de de 2016 (exs:Atenas ’04; Beijing ’08; Londres ’12; Porto’16) ou Exposição Universal de 2016 (exs:. EXPO ’98; Hannover ’00; Zaragoza ’08; Porto’16). Será decidido, por cada um dos grupos, qual dos eventos acolher. Seja qual for a opção, irá desencadear inúmeras transformações na organização do espaço. Mudanças essas que irão realizar-se em 3 tempos:
- antes de 2016;
- 2016 – acontecimento;
- pós 2016 – o que fazer?

DECISÃO POLÍTICA (já tomada)
Desafectar os terrenos da actual refinaria da Galp do Porto e criar nesse espaço todas as infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento do evento e que assegure o futuro desse local com um papel activo na região.

TRABALHO DE PROJECTO/ Decisão Técnica (fase das ideias)

· Elaborar uma maqueta que mostre em 3D os principais elementos/estruturas do Projecto;
· Elaborar uma notícia explicativa do Projecto a dois níveis:
- o Projecto em si (sem esquecer a sua implantação no território existente);
- O Pós-Projecto (de que forma irá ser rentabilizado o enorme investimento feito, adaptando as infra-estruturas criadas a futuras realidades)
· Apresentação/ Defesa do Projecto.

1- Como organizar esse espaço? (atendendo a:)
· Espaço disponível;
· Estruturas necessárias;
· Preservação ambiental;
· Enquadramento na malha existente;
· Mobilidade
(SUGESTÕES: Pesquisar diferentes projectos semelhantes)

2- Como assegurar o futuro desse local?
· Medidas de reconversão dos espaços potenciando a economia.
(SUGESTÃO: EXPO’98 (alguns espaços foram adaptados a novas realidades)

António Pinto/Miguel Salgado

27 de abril de 2008

A participação da Ciência na Sociedade...

Hoje em dia a ciência assume um papel, cada vez mais importante, no quotidiano do cidadão comum, apesar dos modos diferenciados como cada um de nós interage com os conceitos científicos ou, de forma mais pertinente, com os argumentos científicos.
É hoje, fundamental, compreender a forma como os argumentos científicos são mobilizados em controvérsias públicas, a par de outros argumentos, desde o foro político ou económico ao foro ético ou religioso, ou ainda, reconhecer que a ciência tem as suas próprias limitações aquando a tomada de decisões em questões públicas polémicas. Só com um mínimo de domínio do conhecimento científico o cidadão poderá cumprir o seu papel cívico - a participação consciente nas grandes questões.
Foi com o propósito desta consciencialização que se propôs a votação, na forma de referendo, a duas questões, uma que ainda assombra a nossa memória, e outra, cujos avanços na área não permitem que saia da ordem do dia:

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

Concorda com a obtenção, utilização e manipulação de células estaminais, obtidas a partir de embriões humanos, por procedimentos que impliquem a sua destruição até 14 dias após a sua fertilização, para investigação em aplicações futuras no tratamento de doenças, designadamente as patologias do tipo degenerativo e as que resultam da aniquilação irreversível de tecidos e parte de órgãos?
Os resultados destes dois escrutínios, referentes a um total de dezassete eleitores, estão sintetizados nos dois gráficos respectivos que a seguir se apresentam:

20 de abril de 2008

A clonagem humana ao virar da esquina?

A clonagem terapêutica tem levantado questões éticas e suscitado críticas da sociedade civil e das autoridades política e religiosas. Consiste em clonar um embrião humano nos seus primeiros estádios para ali colher células estaminais embrionárias (CEE), consideradas o Graal da medicina do futuro.
Só que exige a destruição do embrião. Por isso, quando, em 2007, várias equipas confirmaram o trabalho de uma equipa japonesa, demonstrando um método de geração de CEE sem embriões, até o presidente Bush e o Vaticano louvaram o avanço. Mas num artigo ontem publicado pelo diário britânico The Independent, Robert Lanza, da empresa Advanced Cell Technologies e o pioneiro da investigação na área, afirma que essa técnica poderá ter tornado mais fácil a clonagem de seres humanos.
As CEE humanas dão origem a todos os tecidos do corpo. E, quando for possível cultivá-las, deverão permitir personalizar a medicina como nunca. Partindo das células de um doente com Parkinson ou Alzheimer, será possível produzir linhagens de CEE e a seguir transformá-las em neurónios para esses doentes. Daí os esforços que têm sido feitos para obter CEE humanas sem recorrer embriões. E sabe-se hoje que é possível, simplesmente, “reprogramar”, geneticamente uma célula adulta – da pele, por exemplo – para que ela “regresse ao passado” e torne ser uma célula primordial. A possibilidade de criar estas “células estaminais pluripotentes induzidas” – ou células iPS – foi demonstrada no ratinho e, mais recentemente, no ser humano.
(…)

In PÚBLICO

Apesar de as CEE constituírem o Graal da medicina do futuro, a sua investigação ou aplicação levanta imensas questões de ordem ética, moral ou social que não podem ser ignoradas. Mas, será legítimo que esta busca por um potencial bem comum prevaleça e se sobreponha à consciência ética de cada um?